Tecnologia e Internet

Estudo aponta crescimento de 18,3% no mercado de TI

Especialista em negócios, Diógenes Malaquias, diz que a pandemia de Covid impulsionou o
crescimento, pois forçou muitas empresas a investirem mais em tecnologia

A tecnologia da informação (TI) foi o segundo segmento que mais cresceu no país em 2021, de
acordo com um estudo da plataforma de inteligência de vendas Cortex. De acordo com o
banco de dados, o Brasil nos últimos 3 anos teve a abertura de 80,8 mil CNPJs de empresas de
TI. Desses, 93,7% eram microempresas. Os outros 6,3% foram compostos por pequenas,
grandes e médias companhias. São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte foram as
cidades com o maior número de novos CNPJs em TI.

Segundo o especialista em negócios, Diógenes Malaquias, CEO do Grupo Gether, uma holding
com 13 empresas, um dos motivos para o crescimento foi a transformação causada pela
pandemia de covid que forçou muitas empresas a empregarem mais tecnologia.
Para a Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), o
setor teve alta de 18,3% em 2021, 6,9% do PIB. A entidade aponta que a demanda por
profissionais nas áreas de software e serviços de TI será de 800 mil vagas até 2025. E metade
delas deve permanecer em aberto, segundo Malaquias. “Nos mercados em crescimento, falta
mão de obra qualificada”, comenta.

“Na computação: não existe nenhum desenvolvedor, programador desempregado
involuntariamente. Falta programador no mercado. A gente está vivendo um assédio muito
grande do mercado externo, humanamente impossível competir. E as empresas já estão tendo
que formar um desenvolvedor lá na base, porque elas não conseguem mais contratar. A
profissão de desenvolvedor hoje, é o médico de 20 anos atrás. No desenvolvimento de
software, cada ano que passa vai faltar mais ainda, porque a demanda está muito superior à
oferta. “

Para Michelle Menhem, sócia-proprietária da StatiON Solutions e da Tech Channel Centro de
Capacitação, “Quem tem espírito empreendedor enxerga oportunidades, inclusive na crise.

Ainda que o negócio de assistência técnica tenha se popularizado em outros polos de comércio
famosos da capital paulista, a proposta é modernizar e trazer inovação. Além da qualidade da
prestação de serviços, por meio de uma mão-de-obra qualificada, investimos em uma escola
voltada à capacitação de novos talentos e à especialização de profissionais, com direito a
certificação em laboratórios de tecnologia.”

Para o executivo Paulo Chiara, CEO de uma startup de Metaverso para o mercado imobiliário
que abriu durante a pandemia, encontrar mão de obra qualificada na área de tecnologia nunca
foi fácil, ao contrário, é sempre um desafio, principalmente no Brasil. Porém, a pandemia
trouxe algo novo nesse sentido. Com o formato Home Office, hoje está muito mais viável
encontrar bons desenvolvedores e programadores, tanto a nível nacional quanto internacional
– se necessário – que estão superatentos às ferramentas de última geração e preparados para
contribuir com as empresas nessa jornada de inovação.

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