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Doença de Huntington: informações essenciais sobre a doença

Algumas doenças chamam a atenção pela sua complexidade. Esse é o caso da Doença de Huntington, um distúrbio progressivo no cérebro e com consequências graves para os diagnosticados.

Por ter origem genética, é indispensável um estudo aprofundado sobre o assunto a fim de evitar sua propagação em gerações posteriores. Afinal, embora existam muitos estudos, ainda não é possível se falar em cura definitiva. 

Apesar disso, uma abordagem terapêutica com Canabidiol vem chamando a atenção da comunidade médica, aumentando a procura por cursos de Cannabis Medicinal no Brasil.

Este artigo tem como objetivo apresentar uma visão geral da doença e servir de guia para pacientes, familiares e médicos. Continue com a leitura e se informe melhor!

O que é a Doença de Huntington

A Doença de Huntington é um distúrbio cerebral progressivo desencadeado por um defeito genético no cromossomo 4 — um dos 23 que todos os humanos têm. Ele é dominante, o que significa que se o indivíduo o herdar, desenvolverá a doença.

O nome é uma homenagem ao doutor George Huntington, que apresentou o quadro pela primeira vez, em 1800. Portanto, estamos falando de uma doença cerebral transmitida de geração em geração. Um filho de um dos pais com o gene defeituoso tem 50% de chance de herdá-lo

Nosso DNA é formado por milhares de genes. Quem tem essa doença apresenta um pequeno erro em um gene, chamado huntingtina. Com o passar dos anos, essa falha começa a causar danos no cérebro e a desencadear uma série de sintomas.

Como o problema genético afeta a vida do paciente

Como dissemos, o problema é gerado por um defeito na proteína huntingtina, o que desencadeia alterações cerebrais importantes. Em geral, os pacientes passam a ter movimentos involuntários anormais, além de um declínio considerável de pensamento e raciocínio.

Em outras palavras, pacientes com esse diagnóstico têm suas capacidades físicas, mentais e emocionais deterioradas — o que começa a acontecer no início da fase adulta. Infelizmente, esta doença não tem cura, embora haja uma evolução de estudos em todo o mundo.

Lembrando que, apesar de ser mais comum em pessoas com idade entre 30 e 50 anos, a Doença de Huntington pode afetar crianças e jovens adultos, conhecida como DH juvenil. 

Os sintomas da Doença de Huntington

É importante entender os sintomas da doença, mas você precisa saber que o quadro costuma variar de paciente para paciente. Isso quer dizer que o diagnóstico deve ser feito por profissionais qualificados, assim como o acompanhamento da progressão desses sinais:

  • mudanças de personalidade e de humor;
  • depressão;
  • esquecimento frequente;
  • dificuldade de raciocínio;
  • dificuldade para caminhar;
  • movimentos involuntários;
  • fala arrastada;
  • problemas para engolir os alimentos, que podem causar emagrecimento.

Em síntese, a maior parte dos indivíduos têm seus pensamentos, comportamentos e movimentos afetados. Esses sintomas costumam se agravar durante 10 a 25 anos e comprometem sua qualidade de vida.

É comum vermos relatos de familiares que perceberam a dificuldade de planejamento e execução de tarefas do cotidiano. Além disso, oscilações de humor, com depressão, ansiedade e irritabilidade são bem frequentes.

Nesse sentido, um sintoma clássico dessa inquietação é o desenvolvimento de movimentos involuntários na face e membros — chamado de coreia. Além do constrangimento, a evolução do quadro impede a pessoa de trabalhar, dirigir e gerenciar sua própria vida com autonomia.

O tratamento para o Mal de Huntington

Como já destacamos, ainda não há cura para o Mal de Huntington, tampouco formas de desacelerar ou interromper os danos cerebrais que ele provoca. Então, quando falamos em tratamento, nos referimos ao controle dos sintomas.

Na prática, diversas abordagens terapêuticas são indicadas para a melhoria dos sinais mais preocupantes da doença. A saber: 

  • movimentos involuntários — médicos costumam prescrever um antipsicótico atípico, como a olanzapina ou a tetrabenazina (específico para esse distúrbio).
  • Irritabilidade — também são prescritas drogas antipsicóticas atípicas. Em casos menos graves, pode-se optar por um inibidor de recaptação da serotonina e antidepressivos;
  • pensamentos e ações obsessiva-compulsivas — nesse caso, o tratamento padrão é feito com antidepressivos e ansiolíticos.

Cumpre dizer que todas as medicações clássicas apresentadas têm efeitos colaterais consideráveis. É esperado que os pacientes apresentem, por exemplo, fadiga, sedação, redução da capacidade de concentração, inquietação ou hiperexcitabilidade.

O uso do Canabidiol como tratamento para a doença

A cannabis sativa é uma planta milenar responsável por produzir diversas substâncias conhecidas como canabinoides, como o THC e CBD (Canabidiol). Já se sabe que o CDB não tem efeitos psicoativos e é um neuroprotetor.

Ele se liga aos receptores canabinóides existentes no cérebro humano e podem alterar a liberação de mensageiros químicos responsáveis pela comunicação entre os neurônios e demais células do corpo.

Essa sua propriedade chamou atenção dos cientistas, que estão investindo cada vez mais em estudos que testam as propriedades terapêuticas da planta. Com isso, descobriu-se seu potencial de ajudar no tratamento de várias doenças neurológicas, incluindo a doença de Huntington.

Nesse sentido, estudos científicos com alto rigorobservaram a melhora dos sintomas motores, especialmente no que se refere à habilidade de caminhar, controlar os movimentos e cuidar de si mesmo. Além disso, a substância contribui para a redução da irritabilidade, ansiedade e depressão

Os resultados são animadores, principalmente porque o Canabidiol tem poucos efeitos colaterais e pode ser usado em diferentes pacientes. Isso significa que é possível dar mais qualidade de vida aos pacientes sem os problemas desencadeados pelas medicações tradicionais.

Conclusão

Este artigo foi útil para você? Como ficou demonstrado, o mal de Huntington pode ser considerado grave, já que tem consequências graves para a vida humana e pode ser passado de geração em geração.Caso perceba alguma das alterações indicadas ao longo do post em você ou algum familiar, especialmente nos seus movimentos e estado emocional e mental, é importante buscar ajuda médica o mais rápido possível. O tratamento disponível não promove a cura, mas pode te dar melhores condições de vida.

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