Cotidiano

Desemprego cai e atinge menor índice desde 2015

Nos últimos anos muito tem se ouvido falar sobre desemprego, taxa de pessoas sem ocupações, subempregos e trabalhos informais, com toda certeza você já foi impactado com uma notícia no seguinte modo: “a taxa de desemprego bate recorde” ou então “o país já conta com mais de 10 milhões de pessoas sem uma ocupação”.

A realidade é que há alguns anos que as notícias não são nada animadoras, levando em conta todo o cenário tanto interno quanto externo é simples de se compreender o real motivo de toda esta problemática.

Apenas no último trimestre do ano de 2021, o desemprego fechou em 11%, apenas confirmando a alta histórica, com a falta de trabalho atingindo quase 12 milhões de brasileiros, segundo o IBGE

No segundo trimestre do ano de 2022, que começou com uma boa perspectiva, o desemprego fechou confirmando as previsões do mercado, e apresentou uma estagnação favorável, quando nos meses de janeiro a abril chegou à média de 2015, com números animadores, chegando até 10,5 milhões de desempregados, na realidade, não é o cenário ideal, mas é um passo na direção correta.

Apresentando uma ótima expectativa para o futuro, já que o Brasil não chega a patamares tão animadores há mais de 7 anos, ao todo são mais de 96,5 milhões de pessoas empregadas, sendo assim, com taxas muito altas, não registradas desde o início da queda na quantidade de emprego em 2012.

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Apesar de tudo o cenário não é tão animador

Antes de mais nada, o desemprego de forma muito simplificada, se refere aos brasileiros, em idade que estão aptos a exercer funções, ou seja, acima de 14 anos e não estão trabalhando. 

Apesar da aptidão e do desejo de exercer um emprego, continuam sem conseguir devido à situação geral vivida na nação, onde para cada vaga, há dezenas de concorrentes.

Ou seja, para que uma pessoa seja considerada desempregada, não necessita apenas da ausência de trabalho, mas também da busca pelo mesmo, deste modo, algumas pessoas que se encaixam nestes cálculos, como um empreendedor que possui seu negócio próprio, uma dona de casa, que não busca por funções fora do ambiente residencial, ou um universitário que se dedica exclusivamente aos estudos.

Embora estes números sejam bons, eles não refletem a real situação da população, que conta com mais pessoas em situações de subempregos, como motoristas dos aplicativos como Uber, 99Taxis, ou até mesmo entregadores que trabalham com o IFood, eles todos possuem ocupações, por mais que informais, mas possuem, sendo assim, estão incluídos dentro dos empregados.

Com toda esta situação o cidadão se vê ilhado, com estes subempregos que beiram a informalidade sendo a única opção, grande parte dos desempregados também recorrem a uma excelente saída, como a empresas de consultorias que são especializadas em alocar o profissional no mercado de trabalho, como a exemplo da Yabá Consultoria.

Taxa de desemprego Brasil e o mundo

As notícias são, sim, animadoras quando olhamos o cenário interno, uma vez que o Brasil já sofria com esta crise há quase uma década, e só foi acentuada com a situação envolvendo o lockdown e o coronavírus.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o país deve ficar entre as nações com maiores taxas de desempregados do mundo.

No ranking do FMI, foram analisados 102 países, de todos os lugares do mundo,  e o Brasil estava em nono lugar, ou seja, diante dos mais de cem países analisados, o país estava entre os dez piores, com altas taxas.

Segundo os critérios de avaliação do Fundo, o Brasil possui precisamente 13,7 % de seus cidadãos aptos às práticas de trabalho, desempregados enquanto buscam por uma oportunidade. 

Tendo taxas piores que países como, Irã, Costa Rica, Argélia, Suriname, Sérvia, Barbados, Colômbia, Albânia, Cabo Verde, Chipre, Argentina, Peru e muitos outros, considerados de segundo e terceiro mundo.

Apesar de haver alguns ajustes quando os dados do Fundo Monetário Internacional é cruzado com do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ainda assim os números são muito abaixo do potencial que temos, ficando atrás de países, emergentes que vivem situação pior, com menores perspectivas de crescimento e mesmo assim apresentam taxas superiores, como a exemplo do Peru, Argentina, Chile e a Rússia, que mesmo em guerra e sofrendo embargos de quase todos os países, possuem taxas mais otimistas.

O ponto principal abordado pelos especialistas se desprende do que é analisado, mesmo trazendo o foco para a América do Sul, em que o Brasil é amplamente o que possui mais potencial, ainda assim o cenário é desfavorável.

Ou seja, mesmo as nações que se equiparam ao Brasil, e estão em pior situação apresentam melhores taxas atualmente e uma melhor perspectiva de crescimento, sendo assim, apesar da queda no desemprego, a recuperação está estagnada e não demonstra sinais de melhoras.

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